AMAZÔNIA: Ações voltadas para Bioeconomia podem beneficiar 750 Mil Famílias, incluindo agricultores familiares, povos e comunidades tradicionais da Amazônia

Um recente estudo da Embrapa explorou o potencial da bioeconomia na Amazônia, enfocando suas diversas características. O estudo enfatiza a necessidade de estratégias adaptadas para diferentes contextos socioculturais.

Esse estudo destaca que a bioeconomia pode gerar benefícios sociais, ambientais e econômicos para a região. Especialistas observam que essa abordagem pode combater a pobreza extrema na Amazônia, aproveitando seus recursos naturais. O Código Florestal estipula a preservação de uma porcentagem significativa da vegetação nativa, mas para transformar isso em desenvolvimento, é necessário investir em tecnologias sustentáveis.

A bioeconomia na Amazônia integra conhecimentos tradicionais com avanços tecnológicos, buscando valorizar práticas regenerativas e assegurar a inclusão social, a qualidade de vida e a conservação da biodiversidade. Essa abordagem enfatiza a inter-relação entre diversidade biológica e sociocultural, gerando produtos e serviços que beneficiam comunidades locais.

A integração do conhecimento ancestral com a ciência é essencial para a preservação da floresta e o bem-estar humano na região. Resultados de pesquisa já mostram o potencial de produtos como o guaraná e o óleo de pimenta-de-macaco, que combinam conhecimentos tradicionais aliada aos avanços tecnológicos em processos químicos, industriais e de engenharia genética.

A economia da sociobiodiversidade também se destaca, gerando empregos e renda. A pesquisa aponta para a necessidade de desenvolver modelos sustentáveis de bioeconomia para prosperidade regional.

Em suma, o estudo enfatiza que a bioeconomia baseada na valorização da biodiversidade e no conhecimento tradicional é fundamental para enfrentar os desafios socioambientais na Amazônia, ao mesmo tempo em que promove o desenvolvimento sustentável.

A bioeconomia na Amazônia

Conforme explicado pela Embrapa, representa uma economia sustentável focada na utilização dos recursos da biodiversidade, combinando conhecimentos tradicionais com avanços tecnológicos em processos químicos, industriais e de engenharia genética. Seu objetivo é valorizar práticas regenerativas na região, garantindo inclusão social, qualidade de vida, conservação da biodiversidade e serviços ecossistêmicos.

A pesquisadora Ana Euler, coautora do estudo e diretora-executiva de Negócios da Embrapa, defende que a bioeconomia da sociobiodiversidade deve guiar o desenvolvimento regional. Para isso, ela enfatiza a necessidade de estruturar cadeias de valor com investimentos em infraestrutura, capacitação humana e tecnologias (sociais, digitais, biotecnológicas).

Essa abordagem conecta a diversidade biológica com sistemas socioculturais. Os produtos da sociobiodiversidade são bens e serviços gerados a partir dos recursos da biodiversidade, visando a formação de cadeias produtivas de interesse das populações locais, que promovam a manutenção e valorização de práticas e saberes tradicionais, assegurando direitos, gerando renda e contribuindo para a qualidade de vida e o ambiente.

“A valorização dos produtos florestais pode beneficiar povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores locais. A integração do conhecimento ancestral com a ciência é fundamental para preservar a floresta e promover o bem-estar humano e o desenvolvimento sustentável na Amazônia”, destaca a diretora Ana Euler.